sexta-feira, 4 de maio de 2012


Você sabe a origem da Musicoterapia? 

A música já é utilizada como apoio no tratamento das enfermidades humanas há muito tempo... Essa forma de trabalhar a música para cuidar do ser humano é quase tão antiga quanto a própria música em si. Tem-se conhecimento da existência de documentos que comprovam que desde o antigo Egito em 1500 a.C. a música era utilizada para encantar as pessoas e ajudar tanto nos processos de fertilidade como no afastamento de maus espíritos. Já na era medieval, há vários relatos de diferentes origens que indicam que os músicos eram chamados frequentemente para aliviar as dores dos enfermos nos hospitais.


Mas, uso da Musicoterapia, conforme é conhecida hoje, não é assim tão antigo. Seu precursor é Jacques Emile Dalcroze, nascido no século XIX. Considerado como um extraordinário educador, ele não chegou a exercer a Musicoterapia, mas abriu os caminhos com a criação da rítmica. Para ele e seus seguidores, o organismo humano pode ser educado, conforme a ordem e o impulso da música por meio de estímulos rítmicos e movimentos que ajudam na formação da verdadeira identidade.


Com base neste conceito e na experiência já comprovada da era medieval, os hospitais dos Estados Unidos, a partir da Primeira Guerra Mundial, músicos profissionais se ofereciam como voluntários para tocar nos hospitais como forma de ajudar os pacientes por meio da música. Essa ação abriu o caminho para a Musicoterapia como é conhecida atualmente, já que os resultados foram positivos e compreendeu-se, cada vez mais, a necessidade de um treinamento específico para fazer do músico como terapeuta. Assim, em 1950, um grupo de profissionais norte-americanos fundou a National Assocition for Music Therapy, que outorga o diploma universitário na área nos EUA. Depois dessa iniciativa, outros institutos foram criados com o mesmo objetivo em outros países até a ideia chegar a América Latina. No Brasil, a Musicoterapia teve início oficialmente em 1972, com a implantação do primeiro curso de graduação em Musicoterapia no estado do Rio de Janeiro.

Interessante não é? E isso que eu disse são apenas as principais partes da história que contribuiu para o surgimento da Musicoterapia no Brasil e no mundo. Isso prova como a Musicoterapia possui bagagem para trabalhar e desenvolver as habilidades do ser humano de forma leve e prazerosa, quebrando um pouco um tabu que sobresai por causa da falta de conhecimento das pessoas. Por isso, faça uma experiência! Conheça mais de perto a Musicoterapia e descubra um nova forma de ter a música na sua vida.

terça-feira, 17 de abril de 2012

iPlay: o novo curso da Melody Maker Escola de Música




A tecnologia está cada vez mais avançada e trazendo opções de gerenciamento, organização e até mesmo de entretenimento. Por meio dessas novas tecnologias, o homem está sendo capaz de ter novas experiências e promover o desenvolvimento de outras habilidades e competências. E é dentro desse contexto que a Melody Maker Escola de Música está dedicando seus esforços.

Com o objetivo de proporcionar a prática musical por meio de outras formas de musicalidade que integrem a música e a tecnologia multimídia portátil, a Melody Maker Escola de Música está lançando agora, abril de 2012, um novo e inovador curso denominado IPlay.
 
A proposta é oferecer aos interessados a experiência de aprender música sem ter que passar obrigatoriamente pelo ensino tradicional de música de um instrumento, mas sim utilizar equipamentos tecnológicos como o iPhone, iPad ou iPod como instrumentos musicais. Na minha concepção de músico o curso de iPlay visa promover novas e diferentes experiências musicais ao indivíduo que toca ou não um instrumento musical. Assim, quem já toca, terá em mãos novas ferramentas e técnicas de tocar, improvisar e criar música, podendo até gravar e editar suas próprias canções. Para quem é leigo no assunto e nunca tocou um instrumento, é a oportunidade de se adquirir uma nova experiência, que por vezes foi até frustrada em determinada época da vida.



A ideia pode parecer estranha no primeiro momento, mas a combinação de música e da tecnologia promove um resultado diferente, inovador e divertido. Com esses recursos, o aluno poderá montar a sua própria banda, de um integrante apenas ou mais. Os aplicativos disponíveis no mercado oferecem bons recursos para gravação e edição de áudio, sintetizadores virtuais, simuladores e efeitos de nível profissional.

terça-feira, 20 de março de 2012

Kids Music: o novo curso de música para crianças de 2 a 7 anos

A Melody Maker Escola de Música traz mais uma novidade em 2012: o Kids Music. É um novo curso de música direcionado para crianças de 2 a 7 anos que vem substituindo o tradicional curso de Musicalização Infantil. Essa substituição visa oferecer às crianças dessa idade muito mais do que simplesmente a musicalização infantil, possibilitando o desenvolvimento da musicalidade do indivíduo. Vou explicar melhor!
 
O Kids Music é um curso que mistura basicamente duas áreas de atuação: a Musicalização Infantil e a Musicoterapia. Mas, por quê? Você pode estar se perguntando isso, mas temos uma proposta lógica. A Musicalização Infantil possibilita, com todas as suas técnicas lúdicas de ensino, incentivar a criança a perceber e descobrir os primeiros conceitos da base musical, que servirá ao aluno no momento em que ele iniciar os estudos quando já estiver alfabetizado. Já a Musicoterapia é uma atividade que utiliza a música, ou seus elementos, para ajudar no desenvolvimento de diversas habilidades e comportamentos individuais.
Assim, o curso do Kids Music associa essas duas áreas de conhecimento, potencializando o desenvolvimento de várias questões paralelamente, seja de ordem física, emocional ou mental das crianças, promovendo o seu desenvolvimento do ser de forma integral.
 

Este curso começou agora em março. Ficou interessado? Então entre em contato com a Melody Maker Escola de Música. Esperamos por você!

terça-feira, 6 de março de 2012

Musicoterapia chega agora à Melody Maker

A partir de março, a Musicoterapia entra no palco da Melody Maker Escola de Música! Mas, você sabe qual é função da Musicoterapia?
A Musicoterapia é uma atividade que utiliza a música, ou seus elementos, para ajudar no desenvolvimento de diversas habilidades musicais e comportamentais do indivíduo, sejam elas de causas físicas, mentais, motoras ou psicológicas.
Dentro dessa perspectiva, a Musicoterapia é indicada para pessoas de todas as idades, crianças, jovens, adultos e pessoas da terceira idade, não tendo restrições ou limites de atuação. Não é considerada apenas um tratamento, mas sim uma atividade que trabalha preventivamente as questões de diversas ordens de forma integrada.
Com essa base, a Musicoterapia destaca-se como uma atividade que oferece muitos resultados positivos. Mas isso tem um bom motivo. Quem não gosta de música? Quem é que não para diante de uma linda melodia? A música é capaz de unir as pessoas, de promover encontros e descobertas. Ela é capaz de provocar e manter a sensação de bem-estar nas pessoas, abrindo diversas possibilidades comunicativas e relacionais. Assim, por meio do uso de sons, harmonias, instrumentos musicais e ritmos, a Musicoterapia potencializa o desenvolvimento das habilidades de comunicação, de relacionamento, de aprendizagem, de mobilização, de expressão, e muito mais!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Novas tecnologias de gravação e produção musical

Até poucos anos atrás, não era possível imaginar que hoje poderíamos ter disponíveis tantos recursos tecnológicos de boa qualidade e aplicação dentro do campo da música. Por essa perspectiva, percebe-se que cada vez mais as novas tecnologias na área musical vêm possibilitando o aprendizado musical de pessoas que dizem “não possuir dom pra música”. Ao mesmo tempo, essas novas tecnologias trazem à tona ferramentas que, nas mãos de um músico habilidoso e criativo, podem produzir verdadeiras maravilhas.

Uma delas, falando especificamente, é o IPad da Apple (assim como o IPhone e Ipod). Estes dispositivos são ótimos exemplos da capacidade da convergência tecnológica no atendimento das necessidades humanas de comunicação, informação, ferramentas profissionalizantes, lazer e muito mais.

No campo da música, um exemplo disso é o novo Garage Band. Por simbólicos US$ 5, você pode adquirir o software para instalar no seu IPad, IPhone ou IPod que permite ao usuário experimentar a sensação de tocar uma bateria, um teclado, um violão, uma guitarra e/ou um contrabaixo. Como um instrumento virtual, esse software possui sintetizadores digitais que tem incorporado em seu banco de dados amostras de instrumentos reais o que possibilita um excelente resultado na sonoridade final. Além disso, o programa disponibiliza a opção de gravação utilizando o microfone do aparelho ou utilizando microfones profissionais conectados a uma pequena interface de áudio externa (vendida à parte) como a Tascam IXZ[1].
Bem, até aí você pode dizer que não há muito de novidade nisso. Mas, engano seu! As novas formas de entrada de dados como as funções Smart Keyboard e Smart Drums permitem também ao usuário sem experiência no software criar ótimas frases de teclado e bateria sem saber tocar os instrumentos reais. Também as formas de se tocar o violão, o baixo e a guitarra são inovadores. Você pode passar o dedo pelas cordas em áreas que já possuem o som do acorde pronto ou tocar diretamente no braço do instrumento (inclusive fazendo bends, glides e vibratos).
Mas, o que realmente me surpreendeu na nova versão do Garage Bend (que é muito diferente do Garage Band do Imac) é que todos os instrumentos contam com sensibilidade ao toque, ou seja: o volume do instrumento varia de acordo com a força da execussão.
A dúvida de muitos é: será o fim dos músicos? Penso exatamente o contrário. Acho que essas ferramentas indicam o início de uma nova era na área da música. Como músico e empreendedor no campo, vejo o surgimento de uma nova fase da história da humanidade em que todos poderão experimentar a magia da música com uma maior abertura para experimentar, tocar e fazer música. Pode gerar muito lixo? Sim. Pode promover pessoas que não são realmente profissionais nessa área? Sim. Mas, isso já acontece sem essas ferramentas. Já pensou nisso? E, sinceramente, acredito que, assim como já acontece nas redes sociais e nas tecnologias de compartilhamento de informação, somente aqueles que realmente possuem conteúdo conseguem se manter e se estabilizar no seu campo de atuação. E quem sabe com isso muitos talentos surgirão, novas oportunidades e novidades na área da cultura musical, novos empregos e, quem sabe, veremos o nascer de um mundo melhor!

[1] Tascam IXZ é uma interface de áudio digital. Equipamento que permite conectar um microfone profissional (do tipo condensador) ou um instrumento musical (teclado , guitarra , etc.) ao IPad para que o sinal seja convertido de analógico para digital permitindo assim uma gravação de qualidade profissional.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Em 2012 o Blog vem com tudo!

Com as festas de final de ano e o recesso do início do ano, suspendi as publicações no blog, mas aproveitei para dar uma organizada nas ideias e pesquisar temas e assuntos interessantes que podem incrementar o conteúdo do blog. Por isso, convido aos leitores a acompanharem o blog, opinarem e participarem na construção de disussões interessantes e que poderão nos levar na construção de projetos de música com inovação e colaboração. Conto com vocês. Um ótimo 2012 para todos!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aulas de canto em grupo: oportunidade para aprendizado e prática de backvocal – Parte II

Como já foi tratado no post anterior, o backvocal é uma técnica que pode ser utilizada de maneira bem ampla pelos praticantes e profissionais do canto em diversos estilos de música e por meio de diversas técnicas. Assim, a intenção de falar sobre o backvocal nesta segunda matéria é de justamente tratar a questão indicando algumas técnicas interessantes (e mais utilizadas) que você mesmo pode aplicar nas músicas que você gosta de cantar. 

Assim, podemos considerar três técnicas de backvocal que são utilizadas com mais freqüência. São elas:
1) Baseado em intervalos (preferencialmente intervalos de terça): com essa técnica é possível criar linhas vocais que mantêm o mesmo desenho da linha vocal principal. É utilizada em diversos estilos, mas, é nitidamente reconhecida e aplicada pelos cantores sertanejos.
2) Baseado em notas do acorde: essa técnica gera linhas vocais que possuem um desenho que não acompanha o vocal principal, sendo bastante utilizada nas músicas e arranjos do estilo Pop Rock.
3) Baseado em contramelodia: é uma técnica que utiliza as notas do acorde, as notas da escala diatônicas e cromáticas como notas de passagem. Assim, é possível desenvolver uma linha melódica paralela à principal. Por ter sua base nas notas das escalas, essa técnica exige mais conhecimento para a sua criação, apesar de ser de fácil aplicação. Tem sua origem na música clássica, mas tem sido utilizada em diversos estilos musicais do Rap ao Jazz.
Como é possível perceber que, apesar de determinadas técnicas serem mais aplicadas em determinados estilos musicais, elas podem servir como opções para a construção de uma linha melódica de qualidade para compor o backvocal. Basta que cada um as use de forma apropriada e com bom senso.