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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bateria digital ganha mercado consumidor

Atualmente, é nítida a presença das baterias eletrônicas no mercado, à disposição em uma grande variedade de modelos e marcas. Digo isso, porque esse fato foi muito marcante na Expomusic 2011, onde foi possível ver e testar baterias digitais de diversos fabricantes diferentes.
Pensando nisso, é possível perceber que isso era quase impossível de prever a alguns anos atrás, quando ainda havia uma grande resistência dos bateristas em usar esse tipo de instrumento. Eles alegavam que a bateria digital não possuía a mesma qualidade sonora que a bateria acústica, além de destacarem a grande diferença sentida entre tocar os pads de uma bateria digital e pele de uma bateria acústica.
Mas, hoje a realidade é outra. Atualmente, as baterias digitais têm uma qualidade de som excelente e, graças aos novos materiais utilizados, possuem a sensação do toque similar ao das baterias acústicas. A prova disso é a quantidade de músicos que utilizam as baterias digitais em grandes eventos. Exemplo: bandas de axé no carnaval da Bahia.
Além disso, as baterias digitais hoje contribuem para facilitar o transporte e a locomoção do músico. São instrumentos compactos, fáceis de montar, desmontar, guardar e transportar.
Essas vantagens têm contribuído para o aumento das vendas desses instrumentos, devido ao crescimento da população nos grandes centros urbanos e à redução dos espaços residenciais. Assim, a bateria digital tem conquistado cada vez mais pessoas, pois, ao contrário da bateria acústica, ela pode ser tocada com fone de ouvido sem incomodar ninguém (o que os pais dos alunos da Melody Maker adoram!).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cajón: versatilidade para o acompanhamento musical

O Cajón é um instrumento muito simples, extremamente versátil e com o custo relativamente baixo. De alguns anos para cá, ele vem se tornando cada vez mais popular no Brasil por dar suporte e acompanhamento musical para outros instrumentos, tanto para músicos profissionais ou amadores.

Originariamente, Cajón é o aumentativo de “caja” no espanhol, que traduzido significa “caixa”, sendo um instrumento de percussão de origem peruana (ou afro-peruana, segundo alguns) advindo da época da escravidão. Nessa época, os escravos eram separados de seus instrumentos, ficando impossibilitados de celebrarem. Para improvisar, eles utilizavam caixas de madeira ou gavetas para reproduzirem os ritmos que estavam acostumados. Com o tempo, o instrumento foi aperfeiçoado, transformando-se no Cajón que conhecemos hoje e que, atualmente, é reconhecido pelo governo Peruano como "Patrimônio Cultural da Nação".

Sua sonoridade assimila-se à bateria, substituindo-a sem problemas. De forma simplificada, o Cajón possibilita a produção de sons similares aos do bumbo e da caixa da bateria, de acordo com a área utilizada. Para que os sons se assemelhem aos do bumbo, o músico toca mais no centro do instrumento. Já para as sonoridades mais similares a da caixa, o toque deve ser direcionado para as bordas. Mas, outros sons podem ser criados de acordo com as técnicas aplicadas.

Atualmente as melhores marcas de Cajóns produzidas no Brasil são o FSA, que já vem com microfone embutido, e o Pithy, que possui, dentre as opções, uma das melhores sonoridades.