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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Como preservar o seu instrumento de corda: umidade

Tudo o que não é bem cuidado, com o tempo, acaba. E muito rápido! Com os instrumentos de corda é a mesma coisa. Eles precisam de cuidados e manutenção constantes, ainda mais se não forem utilizados.

Um dos inimigos desses instrumentos é a umidade. O problema é que a umidade irriga em excesso as fibras da madeira do instrumento, deixando-as mais suscetíveis a perda de resistência mecânica. Normalmente, quando isso acontece, o braço do instrumento empena, deixando as cordas mais altas em relação à escala. O problema piora ainda mais se o instrumento está afinado. As cordas tencionam cada vez mais o braço de forma que ele fica com uma tendência a empenar. Você acha isso exagero? Só para você ter uma ideia, um conjunto de cordas de calibre 0.009 exercem aproximadamente 39 quilos de força sobre os pontos de apoio da guitarra!

Por outro lado, a falta de unidade excessiva também causa danos ao instrumento de cordas. Ela provoca retração das fibras e perda de massa. Nesse caso, o braço fica com a tendência de a empenar para trás (na direção oposta as cordas), provocando trastejamento e torções na escala.


Foto acima: demonstração de um conserto sendo realizado em um violão empenado.

Nesse sentido, o ideal é tentar controlar a unidade do ambiente. Para isso, é importante sempre observar as condições do local aonde o instrumento é guardado ou colocado. Caso não haja possibilidade de fazer esse controle, o ideal, é adequar como você guarda o instrumento. Se o local onde o instrumento está sendo guardado tem umidade acima do normal, é aconselhável soltar as cordas quando não estiver tocando. Já, em local seco, basta deixar o instrumento afinado, mas sempre de olho no braço do instrumento.

Agora, se você pretende dar um descanso, por um longo período, para o seu instrumento de corda, a sugestão é que você tire as cordas e guarde dentro de um estojo.

E para quem toca todo dia e não quer saber de dar folga para a música, o ideal é deixar o instrumento fora do case ou bag, respirando como qualquer mortal. O importante é não deixar a poeira acumular e escolher um local arejado para ele ficar. O ideal para os instrumentos de corda é ter equilíbrio de umidade no ar com apenas 50% de unidade.

segunda-feira, 29 de abril de 2013



Como preservar o seu instrumento de corda: limpeza


Você imagina a quantidade de poeira que pode ficar acumulada dentro de um violão? Pelo fato de ser um instrumento acústico, o estrago começa de dentro para fora. Isso mesmo e pode afetar tanto a estrutura interna como o timbre. E a poeira em qualquer instrumento, acústico ou elétrico, pode causar danos irreversíveis.

Por isso, a dica é, no caso dos instrumentos de corda, limpar periodicamente o instrumento tirando a poeira com uma escova de cerdas macias ou com uma flanela limpa. 

Já para limpar dentro da boca do violão, a indicação é utilizar um aspirador de pó para retirar a sujeira. Mas sempre com muito cuidado... lembre-se que o instrumento é muito delicado e qualquer movimento brusco ou exagerado pode comprometer sua estética ou função.

Mas, antes de dar aquela limpeza e potencializar o visual do seu instrumento de corda, antes de mais nada, verifique qual é o tipo de acabamento do seu instrumento. 

Algumas marcas ou instrumentos específicos utilizam acabamentos diferenciados e se o produto de limpeza e manutenção não for compatível, pode haver uma reação química que pode comprometer seriamente o acabamento da peça.

Por exemplo, marcas como Gibson e Martin apresentam acabamento em nitrocelulose e devem ser limpos com polidores específicos. Instrumentos que tem acabamento em verniz bi-componente (poliuretano) podem ser lustrados com um polidor líquido de móveis. Outro tipo de acabamento é o encerado, mais simples e suscetível a riscos e marcas. A cera de carnaúba é a mais indicada para a limpeza e o trato no visual. Para saber qual é o seu, procure se informar na loja onde você fez a compra ou junto ao fabricante do instrumento.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nós queremos sempre mais...

A Melody Maker Escola de Música acaba de aderir à divulgação de informações via Paper li (http://paper.li/), um site de publicação de jornais personalizados por meio da seleção dos temas de interesse selecionados em algumas redes sociais. 

Assim, agora semanalmente, você poderá ler e acompanhar as notícias que selecionamos para você sobre música e tecnologia. Você pode acessar o informativo será divulgado nas redes sociais da escola, Twitter, Facebook e aqui no blog. 


Para acessar o informativo, acesse http://paper.li/f-1352311734#
E boa leitura!

terça-feira, 17 de abril de 2012

iPlay: o novo curso da Melody Maker Escola de Música




A tecnologia está cada vez mais avançada e trazendo opções de gerenciamento, organização e até mesmo de entretenimento. Por meio dessas novas tecnologias, o homem está sendo capaz de ter novas experiências e promover o desenvolvimento de outras habilidades e competências. E é dentro desse contexto que a Melody Maker Escola de Música está dedicando seus esforços.

Com o objetivo de proporcionar a prática musical por meio de outras formas de musicalidade que integrem a música e a tecnologia multimídia portátil, a Melody Maker Escola de Música está lançando agora, abril de 2012, um novo e inovador curso denominado IPlay.
 
A proposta é oferecer aos interessados a experiência de aprender música sem ter que passar obrigatoriamente pelo ensino tradicional de música de um instrumento, mas sim utilizar equipamentos tecnológicos como o iPhone, iPad ou iPod como instrumentos musicais. Na minha concepção de músico o curso de iPlay visa promover novas e diferentes experiências musicais ao indivíduo que toca ou não um instrumento musical. Assim, quem já toca, terá em mãos novas ferramentas e técnicas de tocar, improvisar e criar música, podendo até gravar e editar suas próprias canções. Para quem é leigo no assunto e nunca tocou um instrumento, é a oportunidade de se adquirir uma nova experiência, que por vezes foi até frustrada em determinada época da vida.



A ideia pode parecer estranha no primeiro momento, mas a combinação de música e da tecnologia promove um resultado diferente, inovador e divertido. Com esses recursos, o aluno poderá montar a sua própria banda, de um integrante apenas ou mais. Os aplicativos disponíveis no mercado oferecem bons recursos para gravação e edição de áudio, sintetizadores virtuais, simuladores e efeitos de nível profissional.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cajón: versatilidade para o acompanhamento musical

O Cajón é um instrumento muito simples, extremamente versátil e com o custo relativamente baixo. De alguns anos para cá, ele vem se tornando cada vez mais popular no Brasil por dar suporte e acompanhamento musical para outros instrumentos, tanto para músicos profissionais ou amadores.

Originariamente, Cajón é o aumentativo de “caja” no espanhol, que traduzido significa “caixa”, sendo um instrumento de percussão de origem peruana (ou afro-peruana, segundo alguns) advindo da época da escravidão. Nessa época, os escravos eram separados de seus instrumentos, ficando impossibilitados de celebrarem. Para improvisar, eles utilizavam caixas de madeira ou gavetas para reproduzirem os ritmos que estavam acostumados. Com o tempo, o instrumento foi aperfeiçoado, transformando-se no Cajón que conhecemos hoje e que, atualmente, é reconhecido pelo governo Peruano como "Patrimônio Cultural da Nação".

Sua sonoridade assimila-se à bateria, substituindo-a sem problemas. De forma simplificada, o Cajón possibilita a produção de sons similares aos do bumbo e da caixa da bateria, de acordo com a área utilizada. Para que os sons se assemelhem aos do bumbo, o músico toca mais no centro do instrumento. Já para as sonoridades mais similares a da caixa, o toque deve ser direcionado para as bordas. Mas, outros sons podem ser criados de acordo com as técnicas aplicadas.

Atualmente as melhores marcas de Cajóns produzidas no Brasil são o FSA, que já vem com microfone embutido, e o Pithy, que possui, dentre as opções, uma das melhores sonoridades.